"Tudo o que não deres, perde-se!"
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Maxixe 2007

 

 
“No trabalho nas escolinhas situadas no meio do mato, as aulas eram dadas à sombra do cajueiro e as mesas e as cadeiras eram reduzidas à uma esteira de palha. O material escolar era partilhado por todos, assim como o pagador do quadro negro era partilhado pelas diferentes salas.
(…)
Regressar a África tem um sabor diferente, um sabor agridoce: há menos descobertas e mais certezas; poucas coisas nos conseguem surpreender e muitas lágrimas já secaram. Mais do que nunca, sinto que sou outra pessoa, mais sofrida e mais alienada do mundo.
A lua cheia avisa-me que tenho que fazer as malas e partir. Sinto que ambas estamos cheias de alegrias, de experiências, de projectos, de imagens paradisíacas e de muitas outras coisas...
Quando chego a Lisboa olho outra vez para a lua e vejo o outro lado, o da angústia de não saber quando vou regressar...”
Carmelina Leite
 
“Hoje foi o dia da peregrinação a Monguê. Nunca valeu tanto a pena acordar cedo como hoje!
Tantas sensações, emoções e até mesmos imagens que quero descrever e acho que não consigo, as palavras são poucas….
Moçambique, nossa terra tão bonita. Ao longo de todo o percurso senti mesmo estar a caminhar ao lado de Deus. A energia que pairava era tão positiva e aconchegante, não restam dúvidas que Ele nos abençoa todos os dias. 
O ruído dos passos a caminhar sob as estrelas e o luar, o nascer do sol que torna o nosso céu numa mistura de cores espectaculares e por fim o despertar de um sol radiante, que inicialmente é tímido no seu acordar por entre as palmeiras e os cocos. 
Estou com dificuldade em expressar o que senti, a verdade é que é difícil descrever a felicidade, só se consegue sentir! 
(…)
A hora de almoço foi vivida com muita intensidade! A sua simplicidade fez-me perceber que em muitos momentos somos tão parvos. Ver centenas de pessoas à espera de um prato de comida, lutando para que ninguém passe à sua frente é uma imagem que nunca vou esquecer.
Nós sentamo-nos no chão a saborear a refeição, recarregar baterias depois de tantas horas a caminhar. 
Ao observar o local, senti-me a viver em dois mundos paralelos. Deixei de ouvir os ruídos, a confusão e passei apenas a estar naquele lugar a observar as pessoas. 
Senti-me a pairar naquele momento, uma mística de felicidade e angústia enchiam o meu coração. Naquele momento o conforto foi conquistado através da cumplicidade, olhar para a Mónica, Nelson, Cami e para a Sofia senti que realmente não estava sozinha.”
Cristiana Martins
 
“A simplicidade feliz das mamãs recebe-nos na Comunidade de São Pedro de Malavana com cânticos de fé e alegria… uma fé alegre, aliás! Deixamo-nos envolver pelas suas vozes e sorrimos para elas e com elas… Reflectem no olhar o Deus que vêem chegar em nós, sem saber que é no meio do seu povo que Ele sempre está! Reconheço-O na pureza da atenção às palavras do Pe. Lucas, na seriedade com que recebem a bênção à sua família, na verdade de cada gesto de acolhimento… Reconheço-O na partilha do momento, nos passos que percorrem a comunidade a dançar… Reconheço-O nos braços que nos puxam para a dança, nos lábios que nos ensinam o cântico no seu dialecto para que a sua felicidade seja também a nossa… E é! Sou feliz neles… com eles! Porque é impossível não ser!
O meu olhar perde-se por entre as palmeiras, as palhotas, a terra vermelha que os meus pés pisam… e caem algumas lágrimas… lágrimas que não são nem de alegria, nem de tristeza… parecem marcar o encontro da alma com sensações passadas que não sei o que são, mas que um dia saberei com toda certeza…! Aquele espaço, aquela vivência são-me familiares… como se o espírito que vive em mim tivesse já feito parte da verdade que é a vida nesta comunidades…
E como voa o coração quando lhe damos asas…!!! A noite chega rápido, lembrando que o tempo voou junto com o coração. Está muito escuro, não há luz eléctrica, não se vê nada… Desvio o olhar para cima e vejo o céu estrelado mais bonito de sempre… percebo que não há luz maior que a daquele céu, que não há luz maior do que a nitidez da presença de Deus naquele lugar!”
Mónica Gomes Pacheco
 
“O meu coração está cada vez mais dividido e a parte que fica dentro de mim é cada vez mais pequena. Estou confusa, não sei onde nem a quem pertenço. Não sei onde pertenço mas estou certa de que me encontro em cada um destes sítios: Luanda e Maxixe.
Raízes em Portugal, filhos em Luanda, amigos em Maxixe.
O que trago comigo destas missões é tão grande que, às vezes, sinto que não cabe dentro de mim. E não consigo parar de sorrir e chorar com isto, com esta despedida.
Ainda não fui embora (ainda…) mas já sinto a dor da partida e a saudade. É tão pesada!... 
Achei que já estava calejada, que este ano ia ser mais fácil, mas não. Entreguei-me de alma e coração a este Moçambique que já é tão meu, como Luanda.
Continuo certa de que quero fazer disto a minha vida. E nesta viagem, nesta missão, descobri algumas respostas. Afinal não é preciso sair de casa, não é preciso vir até África. Também é possível fazer missão, seguir este caminho, sem sair de casa…não fazia ideia. É mais difícil, mas agora acredito ser possível!
Agora, viver é, mais do que nunca, aproveitar cada momento – não se vai repetir.
Cresci e mudei.
Cresci na desilusão, na tristeza, na raiva, na descrença mas sobretudo na felicidade, na gratidão e bondade, na alegria, no entusiasmo, na fé…na eternidade dos momentos.
Obrigada por tudo isto! Obrigada por esta nova oportunidade!”
Sofia Mexia Alves

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