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Serviço

O Serviço desenvolvido nos locais que acolhem o GAS’África pode parecer o único e grande motivo para partir. Parece ser suficiente a vontade de amar e estar com o outro.

Depois, percebemos que há mais… Que sim, partimos para servir, mas que vamos numa comunidade, para uma outra comunidade maior que nos recebe, com Ele e num modo de vida simples, sem o qual nada faria sentido.

Somos e queremos ser muito mais, mas no fundo, para melhor servir!

Ao chegar ao destino do projecto, o Gasafricano sabe qual o trabalho a desenvolver. Há horários definidos e tarefas estabelecidas.

No entanto, o Serviço não se reduz ao que foi previamente programado. O Gasafricano sabe bem disso e está disponível para responder a solicitações da comunidade de acolhimento, sempre que possível. Mais do que isso, está atento às necessidades que surgem à sua volta e poderá, de sua própria iniciativa, desenvolver actividades novas e readaptar o que havia sido pensado inicialmente, quando confrontado com um contexto que o exige.

Mais do que actividades concretas e planeadas, o serviço em GÁS’África passa muitas vezes pela atenção e disponibilidade para o outro, quem quer que ele seja; pela escuta activa e empenhada, pelo carinho presente em cada gesto, pelo sorriso que faz nascer outros sorrisos, pela mão que limpa as lágrimas, pelo abraço que acalma, pelo colo que faz ser criança…

Tudo isto, sem nunca deixar de ser fiel ao compromisso assumido e à responsabilidade que, voluntariamente, não pode negligenciar.

    

    
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"Depois de ter caminhado muito, o principezinho encontrou um jardim cheio de rosas. Contemplou-as... Eram todas iguais à sua flor. (…)

Foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia. - disse a raposa.

- Bom dia. - respondeu delicadamente o principezinho, que se voltou, mas não viu ninguém.

- Eu estou aqui. - disse a voz, debaixo da macieira...

- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - Tu és bem bonita...

- Sou uma raposa.

- Vem brincar comigo. - propôs o principezinho - Estou tão triste...

- Eu não posso brincar contigo. - disse a raposa -  Ainda não fui cativada…

- Ah! Desculpa! - disse o principezinho - Que quer dizer "cativar"?

- É uma coisa muito esquecida. - disse a raposa - Significa "criar laços..."

- Criar laços?

- Exactamente. - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um rapazinho inteiramente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Aos teus olhos, não passo de uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me cativares, passamos a precisar um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... Se tu me cativares, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então, quando me tiveres cativado, vai ser maravilhoso! O trigo, que é dourado, vai lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo o principezinho:

- Por favor... Cativa-me! - disse ela.

- Eu bem gostava, - disse o principezinho - mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- Só conhecemos as coisas que cativamos. - disse a raposa - Os homens já não têm tempo para conhecer nada. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens já não têm amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

- O que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.

- É preciso ter muita paciência. -  respondeu a raposa – Primeiro, sentas-te um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu olho para ti com o canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto...

No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares à mesma hora. - disse a raposa - Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu já começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito... São precisos rituais.

- O que é um ritual? - Perguntou o principezinho.

- É uma coisa muito esquecida também. - disse a raposa - É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. (...)

Assim o principezinho cativou a raposa.

Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

 - Ai… que me vou pôr a chorar...

- A culpa é tua. - disse o principezinho - Eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...

- Pois quis.

- Mas agora vais-te pôr a chorar!

- Pois vou...

- Então não ganhaste nada com isso!

- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa - Por causa da cor do trigo… Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.

O principezinho lá foi ver as rosas outra vez.

(...)

- Vocês são bonitas, mas vazias. – disse-lhes o principezinho – Não se pode morrer por vocês. Claro que, para uma pessoa qualquer, a minha rosa é perfeitamente igual a vocês. Mas, sozinha, vale mais que vocês todas juntas, porque foi ela que eu reguei. Porque foi ela que eu pus debaixo de uma redoma. Porque foi ela que eu abriguei com o biombo. Porque foi ela que eu matei as lagartas. Porque foi ela que eu ouvi queixar-se, gabar-se e até, às vezes, calar-se. Porque ela é a minha rosa.

E então voltou para o pé da raposa. (…)

- Vou-te contar o tal segredo. – disse a raposa - É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...

- O essencial é invisível para os olhos – repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.

- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.

- Os homens já se esqueceram desta verdade, - disse a raposa - mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa..."

 

Antoine de Saint-Exupéry, in "O Principezinho".

 

 

“Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que cativas.”


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